A criação do design de um logotipo requer uma mistura complexa de habilidade, criatividade e aplicação correta de metodologia. Qualquer designer pode criar um bom logo, mas dominar todos os aspectos desse tipo de criação demanda tempo e dedicação.

Naturalmente, o design do logo é apenas uma pequena parte da identidade de uma marca, que atualmente engloba desde o design de interior até o tom de voz nas mídias sociais, mas o logotipo, ou marca, permanece a parte central na maioria dos planejamentos para divulgação de marcas.

 

1) Compreenda a concorrência

Antes de começar a criar o conceito para o design de um logo, pesquise o público-alvo e a concorrência cuidadosamente.

Compare os logos dos concorrentes. Essa comparação pode revelar estilos que são tendência.

Mas tenha em mente que seguir tendências pode fazer com que o logo fique rapidamente ultrapassado, então use-as apenas como referência para criar algo realmente único.

 

2) Mantenha a flexibilidade durante o processo de criação

As vezes é melhor apagar tudo e começar do zero.

Alguns conceitos e estratégias que em teoria funcionariam bem podem ser um fracasso quando colocadas em prática. Por outro lado, uma ideia visualmente atraente que foi posta de lado durante a fase de brainstorm pode ser melhor trabalhada e ser a solução ideal. Então, mantenha a mente aberta para todas as possibilidades

 

3) Escolha o tipo de fonte cuidadosamente

 

 

 

 

 

 

 

 

Modernização do logo do Google

Escolher o tipo de letra certo é uma parte crítica do processo de design de um logotipo. Algumas das marcas mais conhecidas do mundo são formadas por palavras, confiando inteiramente na tipografia para transmitir sua mensagem.

As fontes sem-serifas dominaram o design de logotipos nos últimos anos, muitas vezes estando de mãos dadas com o movimento minimalista.

 

4) Considere usar uma fonte desenhada a mão

Fazendo apenas ajustes sutis por mais de um século, a Coca-Cola é a maior prova de que uma fonte desenhada a mão pode suportar o teste do tempo no quesito design.

Às vezes, uma fonte tradicional pode não ser o que você considera ideal para um logo, por isso, talvez, a criação de uma tipografia desenhada à mão pode ser a melhor saída.

A questão aqui é bem simples: se você utilizar uma fonte desenhada a mão realmente original sua marca tem grandes chances de ganhar notoriedade e ter uma vida longa pela frente.

5) Explore combinações de letras

Logo da Fedex com sua seta escondida entre o ‘e’ e o ‘x’

Os monogramas não precisam ser restritos a pijamas, roupões e convites de casamento, quando recebem o tratamento certo, as iniciais da empresa diagramadas em um bloco único, podem criar uma imagem simples, mas eficaz, para uma marca. Isto é percebido facilmente no setor de moda, podemos usar como exemplo, a Coco Chanel com seus dois Cs entrelaçados.

A simples mas eficiente logo da Fedex, constantemente lidera listas dos melhores logotipos de todos os tempos, tudo graças à sua seta escondida entre o ‘e’ e o ‘x’ no fim da palavra.

Às vezes, mesmo a composição mais simples pode revelar acidentes que, desenvolvidos adequadamente, podem levar a criações geniais.

Tente digitar o nome da marca para qual criará o logo usando diferentes tipos de fonte e talvez um feliz acidente como o da Fedex ocorra.

 

6) Compreenda a psicologia das formas

Existem certos clichês na criação de logos que fazem com que profissionais experientes percam as esperanças. Podem ser consideradas soluções preguiçosas, por exemplo, usar uma lâmpada para representar “ideia” ou um globo para representar “internacional”.

Mas a psicologia das formas vai muito além do óbvio. A forma e a cor podem transcender barreiras culturais e linguísticas.

Tendo em mente que as formas podem nos influenciar psicologicamente, trabalhar bem essa questão na criação de um logo pode ser um grande diferencial.

 

7) Empregue espaço negativo

Mesmo o uso mais sutil do espaço negativo pode ser incrivelmente eficaz. Para o canal americano de tv NBC, foi preciso apenas um pequeno contorno branco para transformar seis gotas coloridas com os tons do arco-íris em um pavão.

O uso inteligente do espaço negativo em uma marca pode causar surpresa, fazendo com que isso auxilie a fixação da marca na mente do consumidor. Como citado acima, o logo da FedEx é um exemplo frequentemente citado de aplicação inteligente do espaço negativo, mas há uma quantidade enorme de exemplos de marcas que o empregam também.

Se for utilizado inteligente e apropriadamente, o espaço negativo também pode adicionar significado extra ao design de um logotipo, reforçando a teoria de que a simplificação através da subtração pode criar uma grande marca.

 

8) Entenda a psicologia por trás das cores

A psicologia das cores é fascinante e desempenha um papel fundamental na construção do entendimento da postura de uma marca, tanto se você está criando um logo baseado em um símbolo ou em letras.

O princípio da teoria das cores é o Círculo Cromático ou Roda de Cores, uma ferramenta essencial para combinar cores de diferentes maneiras. Ele foi originalmente esboçado por Sir Isaac Newton em 1666. A versão mais comum apresenta 12 cores, com base no modelo de cor ‘RYB’.

As cores primárias são vermelho, amarelo e azul, com as três cores secundárias (verde, laranja e roxo) criadas pela mistura de duas cores primárias. Finalmente, seis cores terciárias são criadas misturando cores primárias e secundárias.

Existem seis esquemas principais para se criar combinações agradáveis de cores usando um Círculo Cromático. As cores complementares são opostas umas às outras no círculo (tal como vermelho e verde, usadas pela Heineken, ou azul e amarelo, pela IKEA). As cores análogas ficam próximas umas das outras no círculo. E as cores triádicas envolvem três cores uniformemente espaçadas ao redor do círculo.

 

9) Não se esqueça do preto e branco

Projetado pelo artista gráfico italiano Francesco Saroglia, o logotipo da Woolmark é um excelente exemplo de design monocromático e é tido como um dos maiores logos de todos os tempos.

Depois de tanto falar na importância das cores, é fácil esquecer que alguns dos logos mais emblemáticos do mundo são puramente monocromáticos e fazem um belíssimo uso do intenso contraste que essa paleta oferece.

Naturalmente, mesmo que seu logotipo seja colorido, ele ainda precisa funcionar perfeitamente em preto e branco em outros tipos de aplicação.

Se seu logotipo usa cores para transmitir um significado, pense se ele ainda refletirá esse significado quando as cores forem removidas. Às vezes isso pode significar mudar o contraste entre os diferentes elementos do logo para que eles ainda transmitam o significado quando reproduzidos em preto e branco.

 

10) É sempre bom pedir uma segunda opinião

Não subestime o valor de uma segunda (ou terceira) opinião para identificar coisas que você pode ter deixado passar durante a fase de criação. É sempre bom verificar atentamente para que não aconteçam mal-entendidos culturais imprevistos ou palavras com significados escondidos.

Alguns estúdios de design defendem a fixação do trabalho em andamento nas paredes para permitir sua revisão constante por pessoas diferentes, mas se você é um freelancer solitário tente encontrar alguém de confiança para analisar seu trabalho e esteja pronto para devolver o favor, é claro.

 

11) Desenvolva a identidade visual da marca

Um logo não funciona isoladamente, ele precisa ser aplicado a alguma peça publicitária. Uma vez que você aperfeiçoou seu logotipo, o estágio final é criar uma boa estratégia de marketing para divulgar sua marca.

Um logotipo é apenas um pequeno componente de um projeto de marketing e deve ser desenvolvido em conjunto com outros itens da identidade visual de um projeto. O ideal é conseguir coerência entre os diferentes elementos dessa identidade.

 

12) Ajude as pessoas a entender sua marca com um manual de utilização

As diretrizes de uso da marca devem ser completas e cobrir tudo, desde opções de cores, tamanho máximo e mínimo em que o logo pode ser usado, regras de posicionamento, espaçamento, incluindo zonas de exclusão de outros elementos e definições de alongamento e distorção.

Algumas agências pregam que o manual ajuda a garantir uma transferência harmoniosa e consistente do conceito criado pelo designer ao cliente, outras dizem que o manual pode ser algo excessivamente restritivo.

Em uma busca rápida na internet podemos encontrar vários manuais de uso de marca de grandes empresas que podem ser usados como referência na criação dessa peça.

 

13) Como lidar com outras opiniões

Nos últimos anos, a importância da mídia social cresceu exponencialmente e cada ser humano e até mesmo seus bichinhos de estimação se transformaram automaticamente nos maiores especialistas, formados ontem, em todos os assuntos do universo conhecido e quiçá desconhecido, e isso, obviamente inclui o design (é como dizer que no Brasil somos 206 milhões de treinadores e cada um já escalou sua seleção…).

Logo, quem trabalha na área de criação deve ter sempre isso em mente. Nem mesmo Jesus agradou a todos, como diziam nossos avós. Mas isso de maneira alguma significa que devemos ignorar a opinião alheia. Tenhamos parcimônia.

Como falamos acima, um projeto de marketing vai muito além da criação de um logo e em plataformas como o Twitter, em que projetos podem ser lançados através de uma única imagem, qualquer erro pode ser um prato cheio para os críticos de plantão.

Recentemente, a Mozilla abraçou o crescente interesse em design e aproveitou-se disso no processo de redesign de sua marca. Envolvendo o público em várias etapas do processo e permitindo que ele opinasse nos caminhos a seguir. Resumindo, aceite as críticas construtivas e deixe as outras perdidas e esquecidas no limbo escuro dad ignorância.

 

Fonte: Creative Blog / Alexandre Oliveira